quinta-feira, 30 de agosto de 2012

CONFEF, “coação legal “ nas faculdades de Educação Física ?

As constantes intervenções do CONFEF nas faculdades de Educação Física,  além de ilegal é amoral. Ilegal porque a Lei 9696 de 1998 é bem objetiva , limitando a intervenção do Sistema ao mercado de trabalho. Amoral porque nada fez, nada faz e continuará não fazendo nada, para os Profs. De Educação Física, por falta de competência ou falta de interesse mesmo, aí busca publicidade eleitoral fazendo observações via internet das propostas curriculares das faculdades, sem sequer conhecer a realidade regional do avaliado.

Resolveram por pura vaidade, intervir na formação, e por mais absurdo que possa parecer, avalizando a resolução do MEC na divisão da nossa graduação em Licenciatura e Bacharelado...Os CREFS que criticam esse grupo dominante, que está no poder há 14 anos, têm sofrido mais com avaliações no mínimo grotescas da grade curricular das IES...

Vejo com otimismo, a reação da Universidade Federal de Alagoas, antes o movimento que condena essa atitude do CONFEF, estava restrito ao Rio de Janeiro. Aos poucos todas as IES, vão se conscientizar e exigir que o Conselho Federal, que deveria estar na luta pela valorização da nossa profissão, volte seus esforços e sua receita para o mercado de trabalho, afinal foi criado para isso pelo Congresso nacional......Segue abaixo o ofício do coordenador da UFAL, e em anexo os pareceres do Ministério Público Federal.

“Prezados Coordenadores de Curso de Educação Física de Maceió e demais colegas.
 

            Já há algum tempo tenho recebido informações sobre o fato do Sistema CONFEF/CREF (SCC) estar solicitando, através de ofício, aos coordenadores dos Cursos de Educação Física de Instituições de Ensino Superior (IES) de todo o Brasil (principalmente as privadas), informações sobre os alunos (formados e formandos) dos cursos de Educação Física: Licenciatura e Bacharelado.
 

            A estranha desculpa para o pedido - visto que o fato caracteriza caso de polícia - baseia-se na informação do SCC ter identificado um crescente número de diplomas falsificados. Infelizmente, segundo meus contatos, o pedido tem sido atendido por várias IES do Brasil, à revelia do conhecimento do alunado.
 

            Da mesma forma que outros atos arbitrários do SCC, também esta situação me incomodou. Portanto, como coordenador do Curso de Educação Física/Bacharelado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e tendo recebido o ofício do SCC (certamente igual ao que todos os outros coordenadores receberam) solicitando as informações, fiquei indignado e pedi parecer da Procuradoria Federal de minha Universidade.
            Como era de se esperar, o parecer me foi favorável, ou seja, indicou a impertinência do pedido, bem como a possível ilegalidade do fato de um coordenador - ou qualquer outro servidor da Universidade - passar informações pessoais, sem a consulta e aprovação do interessado. Sendo assim, ciente da existência de pareceres sobre a mesma temática (embora de outros Conselhos Profissionais) sugerindo que o fato possa ser interpretado como “coação legal”, envio-lhes estas informações.
Sem mais e esperando ter sido útil, subscrevo-me. “
 
Prof. Dr. Amandio Aristides Rihan Geraldes
Curso de Educação Física/Bacharelado (EDFB-UFAL)

Laboratório de Aptidão Física, Desempenho e Saúde (LAFIDES-UFAL)
Programa de Mestrado em Nutrição (PPGFANUT-UFAL)
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 


 




 
 
 

           

 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Perseguição aos colegas do Ceará, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Sul

As chapas de oposição aos CREFs no Ceará e Rio Grande do Sul sofrem terrorismo por parte dos conselheiros do CONFEF... Hum! estou surpreso com tais atitudes??  - claro que não, o que esperar de pessoas que se dizem voluntários “voluntários” ???? Será???  Se fossem voluntários não estariam ameaçando, lutando com todas as forças para permanecerem no poder, tem mais coisa aí......se não tem??  Porque discriminam as chapas de oposição?? porque uma conselheira federal do RS monta uma chapa 2 no RS, tenta voltar a dominar o CREFRS, apesar das diversas denúncias de improbidade administrativa quando ela presidia o CREFRS? Porque a colega do Ceará está sendo discriminada??? Porque o tesoureiro do CONFEF fez ligações para membros de chapas no Rio de Janeiro, questionando a participação dele??? 

Com certeza ainda não vai ser desta vez, que mudaremos os nomes no Sistema, com exceção do Rio de Janeiro que tem 4 chapas concorrendo, nos demais CREFs é uma dificuldade montar uma chapa pra concorrer, quando relaciono a gestão do Sistema CONFEF/CREFs com Hugo Chaves na Venezuela, sou esculachado nas plenárias e reuniões de presidentes de CREFs e CONFEF.

Rogo aos colegas de todo Brasil, principalmente do Ceará, Piauí e Maranhão como também aos colegas do Rio Grande do Sul  que votem em peso, analisem cada proposta, e votem por um Sistema democrático, onde todos tenham voz, não votem nos patrões, não votem em marionetes do CONFEF, temos que fazer do nosso Conselho um exemplo de democracia, de participação.

Todas as minhas colunas estão à disposição de qualquer um para serem multiplicadas, mas insisto, votem em propostas, não votem em quem se esconde, votem em grupo, votem em que faz, quem fez e em quem vai fazer...examine cada nome e vejam a quem representam. Pela representação e análise do passado podemos chegar a uma conclusão de quem é quem!

Veja abaixo os e-mails recebidos por essa coluna e no nosso blog:

 - Do Ceará 

“Prezado Professor,
estamos nessa luta aqui no Ceará, tentando mudar a cara do nosso CREF 5  ( Ceará , Maranhão e Piaui )lançando uma chapa de oposição, pela primeira vez. Sou conselheira ainda por 3 anos mais estamos apoiando esta nova Chapa denominadaTransparência e Participação. Estamos sofrendo terrorismo por parte de alguns conselheiros, federal inclusive, coordenadores de universidades particulares reprimindo seus profissionais para votarem na chapa da situação. Não temos a máquina do poder nas mãos para trabalhar Piauí e Maranhão, mas a nossa aceitação é muito boa, já que estamos renovando 100% os conselheiros. Podemos usar esse seu texto dos "50 milhões..."? Podemos também enviar-lhe as nossas propostas.”
Atenciosamente,
Ionêda Benevides Ellery 

- Do Rio Grande do Sul

“Mestre Ernani

Seguem alguns dados sobre a Chapa 2: Renovação e Transparência no Rio Grande do Sul

Organizada pela Conselheira Federal Jeane Arlete Marques Cazelato, As reuniões ocorrem no escritório do genro da conselheira federal, mostrando a velha prática, que mistura o Conselho e família.

Jeane não aparece (tem imagem desgastada), mas está por trás (seja convidando pessoas através do Facebook ou também em depoimentos nas redes sociais).

A filha da conselheira Jeane, foi ex gestora do CREF RS, causando  muitos prejuízos, tivemos que assinar um TAC com o Ministério Público do Trabalho abordando assédio moral no trabalho (publicações em jornais de grande circulação, palestras, impressão de material), além disso indenizações a ex-funcionários onde a filha da conselheira federal aparece como assediadora (107.000,00 + 85.000,00 em outros de sua responsabilidade onde fomos revel - as ações regressivas já foram encaminhadas ao judiciário para ressarcir o conselho). O pior é que a filha da conselheira, entrou judicialmente contra o CREF RS  solicitando indenização milionária por danos morais (parece piada), pensão vitalícia, reintegração, etc....

Penso que, em tese, se a chapa 2, organizada pela Jeane, vencer as eleições eles podem retornar ao poder e fazer um bom acordo em família.

Acreditas que a conselheira Jeane, foi depor contra o CREF/RS em audiência trabalhista de ex-funcionária?

Abraços,

(solicito que não divulgue meu nome, represálias do CONFEF podem acontecer e são comuns no meio acadêmico universitário, mas pode verificar a veracidades dessas fatos junto ao CREFRS)”

 

 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Comentários no blog

Colegas,

Para continuarmos estreitando os nossos contatos em defesa da profissão, não podemos por uma questão de credibilidade e ética ficar postando comentários anônimos no nosso blog.....é claro que entendo que o medo de ser punido e até perseguido pelos poderosos do momento, levam nossos leitores a preferir o anonimato, mas espero que entendam que tb não fica bem para nós que as críticas, principalmente ao Confef e Crefs, fiquem sem identificação. Parece revanchismo ou críticas sem fundamentos....espero que todos entendam a posição desse blogueiro....

Abs!



EDUCAÇÃO FÍSICA: BACHARELADO X LICENCIATURA - QUEM SEPAROU?

Querido amigo Ernani,

Em primeiro lugar, gostaria de lhe dar os parabéns pelo Blog. Tenho acompanhado seus posicionamentos sempre diretos e autênticos. Precisamos mesmo de posturas como a sua se queremos continuar mudando (até porque já mudamos) o status quo da Educação Física.

Me permita nobre amigo, uma colocação e, quem sabe, uma sugestão:

A separação entre os cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física, na verdade, se deu em 87, através da resolução nº 3 do extinto CFE. E não foi uma discussão que teve início nas Universidades Privadas, pelo contrário, nasceu a partir das Universidades Públicas, notadamente a UFRJ (eu estava lá!!!!!).


Em 2002, através das Resoluções 001 e 002, foram separados os demais cursos que, similarmente à Educação Física, atuam no campo escolar e não-escolar, por exemplo, História, Biologia, Geografia, Matemática etc.

Em síntese, não é só a Educação Física que vive essa situação. Todos os demais componentes curriculares também devem seguir a mesma resolução.

Pensemos juntos: o que justificaria a existência de dois cursos distintos: Licenciatura e Bacharelado, se a atuação no mercado de trabalho fosse a mesma?

Já tive a oportunidade de dizer isso: formar um profissional para atuar em uma Academia ou com desporto de alto rendimento é completamente diferente de formar um profissional para atuar na Educação Básica, e nesse sentido, concordo com dois currículos e formações autônomas.

O problema, em minha humilde opinião, não está na separação dos cursos em si, mas sim, na adaptação meramente econômica que algumas Universidades fizeram com o objetivo de burlar a norma vigente, ou seja, ao invés de dois currículos autônomos temos dois (na verdade um) currículos sobrepostos.

Além disso, e aí você está coberto de razão, com a atuação do CONFEF junto ao CNE, foi aprovada a Resolução 07/2004 que representou um retrocesso em toda a discussão que vinha sendo realizada até então em nossa área. A Resolução 07 é um balaio de gatos, que confunde conceitos básicos e cria nomenclaturas completamente desvirtuadas daquelas utilizadas pela Educação Brasileira, colocando a Educação Física em uma posição de inferioridade acadêmica diante de outras áreas.

Continuou tudo como d´antes no quartel de Abrantes, ou até pior.

A sugestão seria: não poderíamos fazer um seminário, encontro, conversa, sei lá o nome, para discutirmos essa questão? Não seria um bom tema para a Câmara de IES? (Câmara de Instituições do Ensino Superior do CREF1)  grifo nosso.

Um forte abraço.”


Roberto Corrêa.