Essa discussão parece que não tem fim, mas atendendo a solicitação dos colegas no Facebook esclareço que particularmente sempre fui contra a separação ou fatiamento da nossa formação acadêmica. Nada mudou no mercado de trabalho, pelo contrário, criou-se confusão e divisão na categoria......como tudo que acontece no Brasil, com a Educação Física não foi diferente, o MEC/CNE por resolução dividiu nossa formação acadêmica em Licenciatura e Bacharelado sem consultar ninguém, sequer o mercado de trabalho.
Mas, temos que respeitar e tenho vários especialistas, amigos de verdade como Roberto Correa e Marcelo Costa dentre tantos que discordam e apoiam a resolução do MEC/CNE...
Isto posto, esclareço aos colegas que:
Os efeitos da decisão obtida pelo Ministério Público de Goiás em Ação Civil Pública contra o CREF-GO e CONFEF, só possuem validade na jurisdição do CREF-GO. Essa decisão não surte nenhum efeito nos demais estados do Brasil.
No âmbito do estado do Rio de Janeiro, tivemos mais de 200 ações judiciais, as liminares dos egressos de cursos de licenciatura foram negadas, os julgamentos em 1ª e 2ª instância foram improcedentes e os recursos para o STJ e STF não foram sequer admitidos...Cabe esclarecer que no início, o CREF1 perdeu várias ações em 1ª instância, porém ganhou TODAS em 2ª instância, após esclarecimentos e memoriais com os Desembargadores Federais do Tribunal Regional da 2ª Região (TRF2) sobre o tema. Assim, após despachos e memoriais com os Juízes da comarca de Volta Redonda município do Rio de Janeiro, eles passaram a seguir o posicionamento do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, negando as liminares, julgando improcedentes as ações em 1ª instância.
O CREF1 decidiu manter a orientação quanto à distinção dos cursos de licenciatura e bacharelado, conforme resoluções 01/2002, 02/2004 e 07/2004, disciplinada pelo Sistema CONFEF/CREF1s, muito embora não tenhamos consenso quanto à sua contribuição para a categoria.
O tema gera insatisfação na nossa categoria, mas enquanto a resolução do MEC não mudar não podemos fazer nada, e destaco que não tem nada de inconstitucional nas ações dos CREFs, por isso sempre recomendo que todos busquem formação nos dois cursos, apesar de nunca ter sido consultado como todos os colegas que militam na profissão, sempre respeitando os colegas que pensam ao contrário.
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terça-feira, 23 de julho de 2013
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Bacharelado X Licenciatura: Não se trata de segmentar a categoria, mas sim, de valorizar uma formação
A Cesar o que é de Cesar.
Nobre amigo, Prof Ernani Contursi
Mas, apesar dessa manifesta aversão, não posso deixar de registrar, mais uma vez, que a separação do curso de Educação Física em licenciatura e bacharelado se deu através da Resolução CFE nº 03 de 1987, ou seja, antes mesmo da regulamentação da profissão e, obviamente, quando ainda não existia o Sistema CONFEF/CREF.
O que ocorreu, em 2002, com as resoluções 01 e 02 do CNE foi o entendimento, a partir do belíssimo parecer CNE 09/2001 (vale muito a pena ler), de que formar um professor para atuar na educação básica é completamente diferente de formar um profissional para o mundo não escolar, e isso não é um privilégio da nossa profissão. Formar um professor de Biologia é diferente de formar um Biólogo; formar um professor de Física é diferente de formar um Físico; e, e com isso concordo, formar um professor de Educação Física para atuar na educação básica é diferente de formar o profissional para atuar nos demais campos.
Não se trata de segmentar a categoria, mas sim, de valorizar uma formação que sempre foi relegada a segundo plano. Nossos cursos sempre foram muito voltados para o desporto, pelo menos na minha época, e a formação de educador ficava a cargo de meia dúzia de disciplinas ditas pedagógicas. A separação era tão grande, e aí sim tratava-se de separação de fato, que as disciplinas da área pedagógica eram ministradas pela Faculdade de Educação. Ou seja, não tínhamos competência, nem mesmo no ensino superior, para formar educadores.
As resoluções citadas visavam corrigir essa aberração, dando maior importância a formação de professores para atuação no mundo escolar. O fato da proposta ter sido deturpada e adequada aos interesses do poder econômico não invalida o objetivo para o qual nasceram. O que precisamos, em minha opinião, é fazer valer de fato e de direito, o que estabelece a lei: dois currículos autônomos. E aí meu amigo, não podemos confundir currículo com grade curricular. Mas essa discussão fica para outro momento, embora urgente.
Em síntese, não foi o sistema CONFEF/CREFs, tampouco foram as instituições privadas que criaram os cursos de Bacharelado em Educação Física. Eles até se aproveitaram disso, mas não foram os pais da criança.
Precisamos aprofundar essa discussão".
Abraços fraternos,
Roberto Corrêa.....RJ
Nobre amigo, Prof Ernani Contursi
"Em primeiro lugar, para marcar meu posicionamento, mesmo porque não sou de ficar em cima de muro, deixo claro que não coaduno com a atual política 'hugochavista' implementada pelo CONFEF, que faz Montesquieu revirar no túmulo. Um dos princípios b
asilares da democracia é a alternância do poder, sem a qual se instituem forças hegemônicas que negligenciam o bem coletivo em prol de, a todo custo, permanecerem com os mandos e desmandos.
E que não se venha falar que a categoria precisa destes monarcas para crescer, pois, isso agride até mesmo àqueles menos privilegiados de inteligência. Foi exatamente com esse discurso que as forças autoritárias realizaram a falácia da 'revolução'. Tudo em nome de um povo que, supostamente, não sabia escolher seus representantes.
asilares da democracia é a alternância do poder, sem a qual se instituem forças hegemônicas que negligenciam o bem coletivo em prol de, a todo custo, permanecerem com os mandos e desmandos.Mas, apesar dessa manifesta aversão, não posso deixar de registrar, mais uma vez, que a separação do curso de Educação Física em licenciatura e bacharelado se deu através da Resolução CFE nº 03 de 1987, ou seja, antes mesmo da regulamentação da profissão e, obviamente, quando ainda não existia o Sistema CONFEF/CREF.
O que ocorreu, em 2002, com as resoluções 01 e 02 do CNE foi o entendimento, a partir do belíssimo parecer CNE 09/2001 (vale muito a pena ler), de que formar um professor para atuar na educação básica é completamente diferente de formar um profissional para o mundo não escolar, e isso não é um privilégio da nossa profissão. Formar um professor de Biologia é diferente de formar um Biólogo; formar um professor de Física é diferente de formar um Físico; e, e com isso concordo, formar um professor de Educação Física para atuar na educação básica é diferente de formar o profissional para atuar nos demais campos.
Em síntese, não foi o sistema CONFEF/CREFs, tampouco foram as instituições privadas que criaram os cursos de Bacharelado em Educação Física. Eles até se aproveitaram disso, mas não foram os pais da criança.
Precisamos aprofundar essa discussão".
Abraços fraternos,
Roberto Corrêa.....RJ
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Por que não fomos ouvidos quando dividiram nossa profissão?
Não
pensei que o assunto “Formação Única na Educação Física, coisa desocupados” (divulgado no dia 12/11), fosse gerar tamanha repercussão,
tanto no meio acadêmico como no Sistema CONFEF/CREFs.....
Vamos
por parte: é importante esclarecer que não conheço pessoalmente a Professora
Celi Taffarel, e tampouco tenho afinidade com sua ideologia política, pensamos
completamente diferente, mas daí a discordar de todos os posicionamentos dela,
só por não concordar com sua ideologia é no mínimo uma insensatez, burrice. Ser
sectário não é o nosso perfil, respeitar aos pensamentos
contrários ao nosso, significa amadurecimento, significa democracia,
significa que todos têm direitos e deveres iguais, isso posto: quero deixar
claro que não vou parar de emitir opiniões, de exigir participação, de
ficar indignado de ser chamado de desocupado dentre outros adjetivos......Somos
contra a divisão de nossa profissão sim, mas estamos abertos para o debates, para
sermos convencidos do contrário, não fechamos questão........pelo contrário,
abrimos discussões....
Recebi
um e-mail de um grande mestre, amigo pessoal e parceiro, pessoa que respeito
muito, dizendo que a categoria está mal informada, que a divisão é positiva para
Educação Física.....se ele me permitir publico aqui seu posicionamento, isso é
democracia...isso é respeito às opiniões contrárias....
Não
fomos consultados, e depois de dividido, por
iniciativa única do presidente do CONFEF, o CREF1 se posicionou contrário a divisão e
reclamou muito de não ter sido consultado antes. Isso eu chamo de ditadura, de
fascismo, se intitular o Deus e decidir tudo sem consultar a
categoria........não vi nesses anos de divisão, nenhum benefício para a
categoria.......pelo contrário, aumentou o tempo do curso de graduação,
favorecendo as faculdades particulares, como tudo no Brasil, os privilegiados
são sempre favorecidos......
Que
tal, o CONFEF fazer um grande Congresso, debate aberto, com o tema LICENCIATURA
X BACHARELADO.......Que tal???....Com certeza não vão querer, preferem os
encontros e eventos dos temas blablablabla, intangíveis, em Foz do Iguaçu, do que debater os interesses dos 99% de profissionais que são
contra a divisão da nossa formação......
É
a oportunidade de ratificar a decisão do Conselho Federal, que sem consultar
ninguém, nem mesmo seus Conselheiros, decidiu intervir no Ministério da
Educação para que a Educação Física, também fosse incluída no sistema de
Licenciatura e Bacharelado......nem precisa ser em Hotéis de luxo, pode ser
numa universidade, e o dinheiro gasto com luxo seria destinado a transmissão ao
vivo via internet......
Ah! não vão fazer???...então vamos fazer desse blog uma frente de debate,
....participem, aqui a censura é apenas para os mais exaltados que usam
palavras inadequadas ou anônimos, as demais posições sempre terão espaço.
Podemos
começar perguntando: Por que não fomos ouvidos, antes de intervir no MEC
exigindo que a Educação Física também fosse contemplada com a divisão de licenciatura
e bacharelado???
Aguardo
respostas dos conselheiros do CONFEF e dos CREFs.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
EDUCAÇÃO FÍSICA: BACHARELADO X LICENCIATURA - QUEM SEPAROU?
“Querido amigo Ernani,
Roberto Corrêa.
Em primeiro
lugar, gostaria de lhe dar os parabéns pelo Blog. Tenho acompanhado seus
posicionamentos sempre diretos e autênticos. Precisamos mesmo de posturas como
a sua se queremos continuar mudando (até porque já mudamos) o status quo da
Educação Física.
Me permita
nobre amigo, uma colocação e, quem sabe, uma sugestão:
A separação
entre os cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física, na verdade,
se deu em 87, através da resolução nº 3 do extinto CFE. E não foi uma discussão
que teve início nas Universidades Privadas, pelo contrário, nasceu a partir das
Universidades Públicas, notadamente a UFRJ (eu estava lá!!!!!).
Em 2002,
através das Resoluções 001 e 002, foram separados os demais cursos que,
similarmente à Educação Física, atuam no campo escolar e não-escolar, por
exemplo, História, Biologia, Geografia, Matemática etc.
Em síntese, não
é só a Educação Física que vive essa situação. Todos os demais componentes
curriculares também devem seguir a mesma resolução.
Pensemos
juntos: o que justificaria a existência de dois cursos distintos: Licenciatura
e Bacharelado, se a atuação no mercado de trabalho fosse a mesma?
Já tive a
oportunidade de dizer isso: formar um profissional para atuar em uma Academia
ou com desporto de alto rendimento é completamente diferente de formar um
profissional para atuar na Educação Básica, e nesse sentido, concordo com dois
currículos e formações autônomas.
O problema, em
minha humilde opinião, não está na separação dos cursos em si, mas sim, na
adaptação meramente econômica que algumas Universidades fizeram com o objetivo
de burlar a norma vigente, ou seja, ao invés de dois currículos autônomos temos
dois (na verdade um) currículos sobrepostos.
Além disso, e
aí você está coberto de razão, com a atuação do CONFEF junto ao CNE, foi
aprovada a Resolução 07/2004 que representou um retrocesso em toda a discussão
que vinha sendo realizada até então em nossa área. A Resolução 07 é um balaio
de gatos, que confunde conceitos básicos e cria nomenclaturas completamente
desvirtuadas daquelas utilizadas pela Educação Brasileira, colocando a Educação
Física em uma posição de inferioridade acadêmica diante de outras áreas.
Continuou tudo
como d´antes no quartel de Abrantes, ou até pior.
A sugestão
seria: não poderíamos fazer um seminário, encontro, conversa, sei lá o nome,
para discutirmos essa questão? Não seria um bom tema para a Câmara de IES? (Câmara
de Instituições do Ensino Superior do CREF1) grifo nosso.
Um forte
abraço.”
Roberto Corrêa.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Eleições em foco
As Eleições nos Conselhos
Regionais estão mobilizando milhares de profissionais. Além de exercer o
direito de votar, muitos estão de olho na proposta das chapas, e fazem muito
bem! Nosso blog está recebendo manifestações com e-mails de todo tipo, muitos
apontam caminhos e outros retomam questões que ainda não foram aceitas
integralmente, e talvez nunca sejam, por toda a categoria, como por exemplo a
separação entre Licenciatura e Bacharelado, muito discutida entre os
professores:> César Silva - “Espero que vocês consigam mudar isso”
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