Todos os Secretários de Educação dos municípios do Brasil, representados pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação dos Municípios e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) não consideram importante a disciplina Educação Física no ensino fundamental do 1º ao 5º ano...Eu pensei que eram apenas problemas orçamentários, de verba, mas não é. Infelizmente, nossa profissão é considerada descartável pelas secretarias de educação dos municípios...e o MEC segue a risca as determinações dessas associações municipais...
Assim o PL passa a ter forte rejeição do MEC, o que dificulta a aprovação. E mesmo se conseguirmos vencer no plenário do Senado, o que considero quase impossível, a presidente Dilma vetará.........enfim, uma luta desigual, onde alguns não desistem nunca. Pessoas como o prof. Lucio Rogerio, colega do Rio de Janeiro, que está duelando com o delegado do MEC, supra citado, numa disputa corpo a corpo, visitando todos os senadores da República....... e também da presidente Cristina Calegaro do CREF Brasília com seu grupo levando faixas e apoiando o nosso trabalho.
Outro guerreiro que também acredita na vitória é o senador Lindbergh do Rio de Janeiro que lidera a nossa luta no Senado, e mesmo sendo da base do governo está do nosso lado, buscando apoio dos demais senadores para votarem com a Educação Física... E agora nosso amigo, mais um político carioca entrou do nosso lado - o Ministro Crivella, que marcou audiência com o MEC pedindo uma solução de consenso.
Na base oposicionista todos atendem ao pedido do deputado da Educação Física Otavio Leite, e votam a favor da Educação Física. Esses são nossos amigos, que ainda acreditam na Educação Física como profissão de educação, saúde e lazer, essa é a Frente Parlamentar da Educação Física em Brasília que nunca desiste, que ainda acreditam.
Mas esse Prof. Velhinho, como nossos desafetos me caracterizaram, reconhece que é uma batalha desigual, impossível a vitória. E se sair um acordo, será um cala boca, um acordo que irá favorecer aos políticos, que mantém esse modelo com a Educação Física marginalizada na educação brasileira.Vamos perder, mas lutamos! Fato inédito na Educação Física brasileira. E encerro citando Nimitz:
“QUE DEUS NOS DÊ FORÇA PARA CONTINUAR LUTANDO, MESMO QUE SEJA SEM ESPERANÇA”...
Ernani Contursi
Prof Velhinho
