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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

MEC e CONFEF juntos contra a Educação Física na escola, agora é oficial....



Parece cômica a determinação do ditador do Conselho Federal de Educação Física telefonando para o Ministro da Educação, Sr. Henrique Paim, para impedir a retirada do veto ao Projeto de Lei (PL 116/2013). Depois de tantas reuniões e tentativas de acordo com o MEC, com a presença de Profs. do Rio de Janeiro e de Brasília, o referido ditador diz diretamente ao ministro que nenhum dos presentes representava a Educação Física brasileira, pois somente o CONFEF tinha essa representação.....

Parece piada, mas é sério. Mais uma forma dessa tresloucada liderança mostrar o domínio absoluto do Conselho Federal, também conhecido como CONFEF, sobre o destino da nossa profissão...Apesar de ter sido convidado, diretamente pelo Ministro, para participar da reunião, o ditador Stanhilber preferiu permanecer passeando no aprazível município de Bonito, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, com seus conselheiros, presidentes dos CREFs e convidados, enquanto nós lutávamos contra o conselho popular UNDIME e sua tropa que pauta e domina o MEC, verdadeiros talibãs da educação e do governo, que dizem o que o Ministro deve ou não fazer....

Perdemos mais um round. Como consolo o sistema CONFEF/CREFs  finalmente se posicionou deixando claro que apoia a UNDIME e o MEC......enfim, agora sabemos oficialmente, porque extra oficialmente o CONFEF sempre trabalhou nos bastidores contra a Educação Física na escola. Lutamos isolados, sem apoio institucional, com exceção do CREF do Rio /Espírito Santo e do CREF de Brasília .....

É inacreditável que um presidente e um conselheiro do CONFEF, ambos convidados pelo ministro, recusem o convite para participar de uma reunião que poderia voltar com a obrigatoriedade do Prof. de Educação Física em todo o Ensino Fundamental e Médio, preferindo ficar em Bonito passeando,..................Quem bancou esse passeio??? Quem pagou o translado aéreo de todas as 40 pessoas???

Concluo que essa atitude tem a clara intenção  de achincalhar e debochar. Mostrar a todos que eles têm o poder absoluto, típico da ditadura stalinista, hoje clonada no nosso continente com o nome bolivariano, chavista, muda-se o nome, mas a cada dia reforçam a tirania. 

Ernani Contursi
Prof. Velhinho.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Educação Física do Brasil pede apoio ao Ceará

Precisamos que os colegas do Ceará entrem na luta pela Educação Física na Escola. O senador José Pimentel, do PT Ceará, pediu vista do nosso Projeto de Lei 116/2013 que torna obrigatória a disciplina Educação Física com profs. licenciados no curso de graduação em Educação Física de nível superior....o único objetivo do senador, que atende ao pedido do representante do MEC Leandro Cerqueira, é atrasar a votação do nosso projeto de lei no senado...

É muito importante que todos os colegas do Ceará enviem  e-mail para o senador (gab.josepimentel@senado.gov.br) pedindo para NÃO FAZER EMENDAS NO PL DA  EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA........vamos multiplicar nas faculdades, nas academias, nos Facebooks, vamos envolver nossas famílias, nossos amigos, todos precisam saber, toda população do Ceará tem que estar ciente que querem acabar com a Educação Física na escola, como também da nossa luta, que está sendo travada pelo senador José Pimentel.

Sei que o momento é delicado, que oportunistas que nunca fizeram nada, que criticaram nossa luta, vão aparecer na reta final visitando senadores se dizendo representantes da categoria......claro que vão disparar e-mails, boletins, como se eles tivessem à frente dessa luta, é duro, é difícil, quase insuportável, mas são os sapos que temos que engolir para aprovar essa lei...

O momento é de ignorar, esquecer as diferenças internas, o momento é do trabalhador, dos verdadeiros representantes da Educação Física mostrarem a cara!


A Educação Física precisa do Ceará!




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Saga Licenciatura x Bacharelado....CONFEF se posiciona

Apesar de respeitar as posições contrárias, penso que o Sistema CONFEF/CREFs deveria abrir discussão sobre o tema. Afinal de contas são dezenas de ações e milhares de colegas contrários a essa resolução do CNE.......fica claro nessa mensagem enviada pelo presidente Jorge, que o CONFEF apoia e quer manter essa divisão, mesmo que toda categoria ou pelo menos 90% tenha posição diferente.....

Canso de repetir e registrar que esse argumento acadêmico está longe da realidade do mercado de
trabalho.....uma coisa é legislar nos gabinetes do Conselho Federal e do MEC com ar condicionado, secretária e todo luxo de um gabinete a outra é trabalhar nas academias, clubes e afins no dia a dia......

O profissional de Educação Física sai hoje da faculdade acreditando estar preparado para trabalhar e ministrar treinamentos, enquanto que no passado todos buscavam especialização após a graduação - o que é bem diferente hoje.

Eu proponho que os senhores saiam às ruas, saiam do conforto de seus gabinetes, escutem os trabalhadores, escutem os colegas, sejam menos arrogantes, menos ditadores, pelo menos façam um grande encontro para discutir o assunto......

Vejam na íntegra as considerações  do presidente do CONFEF, Jorge Stanhilber , enviado a todos Presidentes de Crefs  ao “site” denominado “Jus Navegandi”, contendo estudo sobre Licenciatura e Bacharelado em Educação Física.

“Agradecemos o envio da matéria e a socialização da mesma.
Hoje são inúmeras as doutrinas defendidas pela área jurídica. Observamos que no próprio STF existem posicionamentos conflitantes quanto à interpretação das leis e da Constituição.
A opinião é livre e cada um defende um ponto de vista ou opinião e defende suas convicções.
Na minha opinião o artigo deixa de levar em conta a principal questão defendida pelo Sistema CONFEF/CREFs, qual seja o direito da sociedade ser atendida por Profissionais qualificados nos serviços de exercícios físicos e esportivos.


O autor do artigo explicita e aponta que o CNE estabeleceu dois cursos distintos para formação profissional: cursos de licenciatura e cursos de bacharelado. Também informa que os cursos de licenciatura, de acordo com a entidade que possuiu a atribuição de legislar sobre ensino superior, é ESPECÍFICO para preparar Professores para atuar como docentes na Educação Básica. Ou seja que os cursos devem oferecer matriz curricular especifica para preparar professores para atuar na Educação Básica, oferecer conhecimentos para que os frequentadores desses cursos conheçam escola, alunos, interagir com as demais disciplinas preparando os jovens para a vida. Por conseguinte os estágios devem ser específicos em escolas (tanto em escolas públicas quanto privadas). Por conseguinte não estão acoplados os conhecimentos e vivências de estágio visando condicionamento físico, atuação em academias, SUS, hospitais, conhecimentos para prestar serviços com adultos, idosos, gestantes, portadores de Doenças Crônicas Não Transmissíveis e principalmente atuar na prevenção dessas doenças. 


Portanto, O Sistema CONFEF/CREFs, tem a obrigação de defender que os recursos humanos a altura da responsabilidade social para prestação de serviços qualificado e seguros devem ser os compatíveis com a formação adquirida nos bancos do ensino superior. Se o Brasil optou por duas formações para formação superior, não podemos cair na armadilha de assistir egressos de curso sem conhecimentos atuando em áreas para as quais não estão preparados sob o risco de sermos considerados incapazes ou incompetentes para intervenção segura.


Há pouco encaminhei reportagem do Jornal O Globo que aborda a questão da Formação de Professores, explicitando ser necessário sim uma formação para capacitar e bem preparar esses profissionais para contribuir para o desenvolvimento do Brasil. Sem educação é impossível para um país crescer e uma educação de qualidade requer Profissionais bem formados. Razão pela qual o CNE estabeleceu uma formação ESPECÍFICA para os Professores da Educação Básica.
Certamente outros advogados poderão escrever matéria e artigo defendendo a importância da sociedade ser atendida por profissionais de acordo com suas formações superiores para não colocar em risco a sociedade.


No artigo o autor acrescenta algumas ações nas quais os julgadores acompanham seu ponto de vista. Importante lembrar que inúmeros outros julgadores manifestaram-se em defesa da sociedade estabelecendo que os licenciados são sim Profissionais formados para atuar na Educação Básica”.
Abraços

Jorge Steinhilber