Para
o senhor presidente, Jorge
Stanhilber as instituições que não atenderem a certos padrões devem
ser fechadas.......hum!!!!!! Agora pergunto a todos, será que o modelo de
provas para exercer a profissão é um caminho a ser seguido pela Educação
Física??? O CONFEF sempre condenou abertamente a exigência da OAB, e recentemente
a exigência de prova também do Conselho de Medicina.
Leiam atentamente os fatos, porque sem consultar ninguém, as
faculdades de Educação Física já estão sendo avaliadas pelo CONFEF.
Presidente do CONFEF: Muito se
fala sobre o grande número de processos que envolvem o erro médico no Brasil.
Também é dito que o ensino na graduação de Medicina piora a cada ano,
relacionado com o aumento de cursos pelo país. Associados, os fatos têm levado
parlamentares a apresentar diversas emendas à lei que cria os Conselhos de
Medicina, entre as quais se destaca obrigatoriedade de um exame de conhecimento
após a graduação. Apenas os aprovados seriam médicos, modelo semelhante ao da OAB.
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo é simpático à ideia e instituiu, em 2005, um exame voluntário no Estado. Este ano, a avaliação tornou-se obrigatória....
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo é simpático à ideia e instituiu, em 2005, um exame voluntário no Estado. Este ano, a avaliação tornou-se obrigatória....
Blog - Primeiramente,
temos que deixar claro que não pode ser obrigatória a exigência de exame de
proficiência pelo CRM porque não há respaldo na lei que regulamentou a
profissão, o que só a OAB tem, e por isso pode fazer o exame....Ainda que seja requisito para o registro fazer o exame, sem compromisso
com aprovação, qualquer Juiz dará uma liminar para quem se recusar a fazer tal
avaliação para ter o seu registro.
Presidente do CONFEF - O exame da OAB, foi instituído nos anos 1970 e compulsório desde 1994,
foi criado como solução para melhorar o ensino de Direito e frear o crescimento
do número de escolas. Nas avaliações dos últimos anos, o percentual de
aprovação gira em torno de 14%. O alto índice de reprovação sugere que a
qualidade do ensino não melhorou. O Provão, aplicado pelo MEC entre 1996
e 2003, mostrou que houve piora de conceito em 80% dos cursos jurídicos. E
o total de faculdades no Brasil cresceu 67% entre 2003 e 2011. Conclui-se que a
prova da OAB não melhorou o nível nem impediu a criação de escolas...
Blog - Esse argumento de que o exame de proficiência não é o instrumento
adequado para melhorar os cursos de nível superior, ao menos impediu que
oportunistas entrassem no mercado de trabalho, pelo menos selecionou os mais
estudiosos, resguardando a sociedade de maus profissionais (ou não
qualificados). Sobre o problema da qualidade das Faculdades não é de
responsabilidade exclusiva da OAB ou outro Conselho, mas sim do MEC, pois a
educação no país vai muito mal, em todos os níveis de ensino.
Presidente do CONFEF - A
experiência leva à conclusão de que um exame de tal natureza para os
médicos não vai melhorar a qualidade profissional, nem inibir o
aparecimento de mais faculdades. Há também a possibilidade de criação de uma
indústria de cursinhos, ou ainda de um esquema de fraudadores.
Blog -
Que
experiência??? Qual a base dessa conclusão???? também dizer que a
exigência de exame de proficiência atrairá oportunistas, fraudadores, cursinhos
!!!! baseado em que fonte, essas afirmações??? Ora, se for pra levar os
médicos a estudarem mais e ter um preparo melhor que venham os cursinhos! O que
não pode e temos que acabar, é com o mercado de IES que fazem do ensino
superior um negócio simples de pagou passou, sem nenhum compromisso com a
formação do aluno em todos os sentidos. E é aí que o exame tipo da OAB
vai selecionar os melhores. As faculdades sérias vão ter espaço e as de má
qualidade sairão do mercado..
O exame se não vai impedir a
abertura de novas faculdades, claro que não....mas, pelo menos vai impedir que
os desqualificados atuem no mercado de trabalho. Disso não tenho
dúvidas...
Presidente do CONFEF - É criticável, também, a obrigação de avaliar o conhecimento de seis anos em uma única tarde de domingo. Lembre-se que aos CRMs cabe fiscalizar o exercício da profissão do médico, e não investir uma verba considerável para elaborar, aplicar e corrigir uma prova para os 16 mil formandos em Medicina espalhados a cada ano...
Blog– Presidente Stanhilber, desde o ensino fundamental realizamos esse tipo de avaliação. No
Brasil ainda é assim que somos avaliados desde as primeiras séries escolares.
Criticar o exame de proficiência é afirmar que só nos cabe fiscalizar,
então eu pergunto: o Sistema CONFEF/CREFs está fazendo o quê ???? O Presidente
do CONFEF está afirmando exatamente o que o Sistema CONFEF/CREFs não
faz. Aonde temos gasto a receita do Sistema ??? Em fiscalização ???
De toda receita que os CREFs arrecadam, os gastos com Jurídico e a Fiscalização
não correspondem a 5% em 90 % dos CREFs e qual foi o investimento do Conselho
Federal nesse tema “Fiscalização” nos 13 anos de existência????????....
A função de qualquer
Conselho, não é fiscalizar, a Missão dos Conselho é garantir a sociedade
um serviço de qualidade com segurança.
Presidente do CONFEF - Por fim, fica no ar a pergunta: com a oficialização do exame, o que faremos com os reprovados?
Blog – Simples resposta: O que fazem as
pessoas que não conseguem passar nos milhares de concursos ligados a sua profissão?
O que fazem os médicos que não conseguem passar nos empregos públicos? O que fazem nossos colegas que não são aprovados nos concursos do ensino
público???
Presidente do CONFEF - No Direito, o
reprovado será um bacharel que tem um amplo mercado de trabalho. Pode fazer
concurso, elaborar petições que serão assinadas por advogados e dar expediente
em escritórios.
Blog
– Jorge Stanheibel, Presidente do
CONFEF, está equivocado, quando afirma que o mercado de trabalho no mundo
jurídico absorve os bacharéis de Direito que não passam na OAB, afirmo,
destaco, apenas uma minoria, que não chega a 1%, continuam
ligados ao Direito, os demais vão para outros segmentos de mercado,
basta consultar as pesquisas na internet e até na OAB, ... é ínfimo o
percentual que continuam ligados ao Direito.
Presidente do CONFEF - O que fará o bacharel em Medicina? Poderá operar alguém e pedir a um
médico para assinar o boletim cirúrgico? Acabará exercendo a medicina
ilegalmente? Já foi dito que o destino do reprovado deve ser o retorno à
faculdade.....
Blog
-
Presidente , você quer o quê??? Que bacharéis em Medicina, reprovados num
simples exame de conhecimentos básicos para exercer a profissão, atuem como
médico, operando, diagnosticando??? É isso??? Será que o CONFEF não se preocupa
com a segurança da população?? Dos nossos filhos??? Toda profissão ligada à
saúde deveria ser rigorosa na certificação, na permissão, na autorização para o
exercício profissional.
Presidente do CONFEF - Isto é factível? Com um índice de 50% de reprovação, logo teríamos que dobrar a capacidade das faculdades ou aumentar o número de cursos. Verdadeiro tiro pela culatra.
Blog– Claro que é
factível, Temos médicos demais, Profissionais de Educação Física demais,
advogados aos milhares, uma seleção dos melhores seria muito bem vinda pela
sociedade.
Sr. Presidente é claro que
V.Sa. conhece o percentual nos grandes centros de médicos por população???
Temos, segundo o conselheiro federal Lúcio Rogerio, no V Fórum de
Educação Física Escolar de 2013 , em Foz do Iguaçu (Promoção do CONFEF),
aproximadamente 1000 IEs com cursos de Educação Física no Brasil. Será que
temos mercado pra esses 30.000 formandos por semestre?
Presidente do CONFEF - O que tem de ser pensado é a avaliação da escola, e não do aluno.
O certo é mensurar a capacitação do docente da faculdade, sua infraestrutura e
outros tópicos que influenciam na formação. Também não descarto nenhum
mecanismo de avaliação...
Blog – É bem verdade que
temos de estimular, criar, mecanismos de avaliação do ensino nas escolas em
todos os níveis, mas avaliar somente a escola e não avaliar os egressos é a
mesma coisa de você avaliar a fábrica e sua tecnologia para produção de
alimentos e não avaliar a qualidade do produto produzido pela empresa.
Presidente do CONFEF - Faculdades desqualificadas devem ser fechadas....
Blog– Todas as
instituições de ensino desqualificadas devem ser fechadas, se não oferecerem
serviços adequados, desde o ensino fundamental até as de nível superior, aliás
nem deveriam ser abertas, autorizadas a abrir cursos........só não entendo o
porquê de colocar na conta das faculdades, os pífios índices educacionais do
Brasil..
Tem que ser repensada toda
Educação no Brasil; não vamos culpar as faculdades pela má qualidade da
formação acadêmica da nossa população. Uma posição sectária e bastante estranha
do CONFEF!!!
Presidente do CONFEF - Assim será possível melhorar a formação do estudante.
Blog - Fechar as faculdades ruins é
positivo. Impedir formandos que não estão preparados ou que colocam em risco a
saúde da população é vital, imprescindível em defesa da saúde da
sociedade brasileira, mas colocar nas faculdades a culpa pela falácia da nossa
educação, quando pouco temos contribuído para um quadro diferente, é um
absurdo.
Presidente do CONFEF - E inibir iniciativas caça-níqueis.,
Blog – Será que não somos
nós, os Conselhos os verdadeiros “caça níqueis???” Será que com prova para
obter o registro profissional o Sistema vai perder receita e por isso somos
contra a prova de proficiência??? A arrecadação hoje soma milhões de reais,
mais de 300 mil registrados no CONFEF, com somente 16% de aprovação, (índice da
OAB 2013) essa receita cairia para quanto? Quem são os verdadeiros caça-
níqueis ???
Somos favoráveis ao exame de
proficiência na Educação Física, por ética não vamos comentar medicina e
demais profissões, mas temos que agir, intervir na prescrição das
atividades físicas, e de exercícios, para que Profs. Educação Física atendam a
sociedade brasileira com qualidade e segurança, e sejamos legitimados
pela sociedade como profissão da saúde, e isso envolve principalmente nossa
intervenção na Educação Física escolar....
Abrimos para
discussão... convido a todos a se posicionarem..., faça desde espaço um canal
de comunicação e discussão da Educação Física.
Faculdades caça-níqueis - RENATO GRAÇA
O GLOBO - 18/12
Muito se fala sobre o grande número de processos que envolvem o erro médico no Brasil. Também é dito que o ensino na graduação de Medicina piora a cada ano, relacionado com o aumento de cursos pelo país.Associados, os fatos têm levado parlamentares a apresentar diversas emendas à lei que cria os Conselhos de Medicina, entre as quais se destaca obrigatoriedade de um exame de conhecimento após a graduação. Apenas os aprovados seriam médicos, modelo semelhante ao da OAB.
O Conselho Regional de São Paulo é simpático à ideia e instituiu, em 2005, um exame voluntário no Estado. Este ano, a avaliação tornou-se obrigatória.
Não haverá punição aos reprovados, mas nenhum graduado terá seu registro no CRM sem ter feito a prova.
O exame da OAB, instituído nos anos 1970 e compulsório desde 1994, foi criado como solução para melhorar o ensino de Direito e frear o crescimento do número de escolas. Nas avaliações dos últimos anos, o percentual de aprovação gira em torno de 14%. O alto índice de reprovação sugere que a qualidade do ensino não melhorou. O Provão, aplicado pelo MEC entre 1996 e 2003, mostrou que houve piora de conceito em 80% dos cursos jurídicos. E o total de faculdades no Brasil cresceu 67% entre 2003 e 2011. Conclui-se que a prova da OAB não melhorou o nível nem impediu a criação de escolas.
A experiência leva à conclusão de que um exame de tal natureza para os médicos não vai melhorar a qualidade profissional, nem inibir o aparecimento de mais faculdades. Há também a possibilidade de criação de uma indústria de cursinhos, ou ainda de um esquema de fraudadores.
É criticável, também, a obrigação de avaliar o conhecimento de seis anos em uma única tarde de domingo. Lembrese que aos CRMs cabe fiscalizar o exercício da profissão do médico, e não investir uma verba considerável para elaborar, aplicar e corrigir uma prova para os 16 mil formandos em Medicina espalhados a cada ano.
Por fim, fica no ar a pergunta: com a oficialização do exame, o que faremos com os reprovados? No Direito, o reprovado será um bacharel que tem um amplo mercado de trabalho. Pode fazer concurso, elaborar petições que serão assinadas por advogados e dar expediente em escritórios.
O que fará o bacharel em Medicina? Poderá operar alguém e pedir a um médico para assinar o boletim cirúrgico? Acabará exercendo a medicina ilegalmente? Já foi dito que o destino do reprovado deve ser o retorno à faculdade.
Isto é factível? Com um índice de 50% de reprovação, logo teríamos que dobrar a capacidade das faculdades ou aumentar o número de cursos. Verdadeiro tiro pela culatra.
O que tem de ser pensado é a avaliação da escola, e não do aluno. O certo é mensurar a capacitação do docente da faculdade, sua infraestrutura e outros tópicos que influenciam na formação.
Faculdades desqualificadas devem ser fechadas. Assim será possível melhorar a formação do estudante e inibir iniciativas caça-níqueis.
Jorge Steinhilber
