segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Manifestações pela valorização profissional

Aproveitando nosso espaço, divulgo abaixo alguns e-mails que os colegas enviaram em resposta às postagens e questionamentos que temos levantado no blog. Não foi possível reproduzir todas, mas selecionamos algumas, buscando aquelas que contribuíram ao máximo na reflexão dos temas e assuntos propostos por colegas de todo o Brasil. Acompanhe:
 
“Obrigado por enviar esta mensagem. Fui discriminado eu e outros colegas de curso no unilasalle pelo prof. Rudiney, o mesmo cortou a abonação dos alunos nos estágios discriminando em bacharel e licenciado
houve colegas que tiverem que trancar a faculdade pois não poderiam mais paga-las sem os devidos estágios. hoje encontro colegas que se formaram comigo e de outros semestres, que não conseguiram trabalho na  área e trabalham em outros trabalhos. tenho um monte de colegas pra mandar. Valeu!
 
“PERGUNTO:
O QUE NÓS PROFISSIONAIS CREDENCIADOS NO CREF QUE PAGAMOS REGIAMENTE NOSSAS ANUIDADES, PODEMOS FAZER FRENTE A ISTO?
COMO PODEMOS AGIR?”
 
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Não mais.....nepotismo, salários indiretos na Educação Física.??!!!!.....

Os costumes dos dirigentes da Educação Física, herdados dos dirigentes esportivos de federações e confederações, estão sendo formados via absorção de qualquer coisa.

Os limites éticos ficaram cada vez mais nebulosos nos últimos anos, tudo era aceito em nome de pagamento de custos do sistema... NÃO MAIS...as desculpas que a categoria tem ouvido, ano após ano, com inúmeras denúncias, desrespeitaram a nossa  inteligência. Do pagamento de campanhas publicitárias de pessoas envolvidas em corrupção em pleno horário nobre de uma grande emissora de TV, até o simples nepotismo direto e indireto que está impregnando os CREFs e o Confef, culminando com decisões unilaterais e duvidosas, envolvendo apoio do Confef à lei que criava a profissão de Monitor de Esporte, até o absurdo de ignorar e desdenhar das mazelas que a resolução 07/2010 do CNE - que acaba com a obrigatoriedade de profissional de Educação Física à frentes das aulas, do 1º ao 5º ano do ensino fundamental no Brasil - todas essas ações e apoios merecem o nosso grito de NÃO MAIS!



Tornamos  públicas todas essas irregularidades no Sistema, via rede social,......esse tempo de caixinha preta do CONFEF tem que acabar ....NÃO MAIS....muitos fatos escaparam do nosso conhecimento, outros casos ainda estamos verificando, com a documentação conseguida via justiça federal do Confef, como nepotismo , concurso público viciado, despesas com eventos particulares, salários indiretos no Sistema e outros .........NÃO MAIS.....uma enorme barreira está sendo levantada, contra “o faço o que quero e não tenho que dar satisfação” ...NÃO MAIS!. Um passo decisivo está sendo dado na travessia do caminho que levará o Sistema CONFEF/CREFs a ter mais controle de uso do bem coletivo....NÃO MAIS.

Avançamos....... Sim avançamos, por isso temos que manter a vigilância...não dar tréguas....NÃO MAIS

Estamos conclamando a categoria para a adesão e multiplicação da campanha NÃO MAIS....baseado na premissa que, quem tem o poder na mão de uma categoria profissional, não tem o direito de usá-lo em seu próprio benefício ou em benefício de parentes, amigos e corregionários....

Denunciem, usem as redes sociais para a vigilância do Sistema CONFEF/CREFs. Vamos multiplicar, vamos usar nosso direito de fiscalizar, de protestar...NÃO MAIS.....tem que acabar o tempo em que tudo na nossa profissão era feito a arrepio da lei, da transparência e principalmente da nossa vontade....

NÃO MAIS!!!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pacto de silêncio na Educação Física, isso é possível?

O sistema CONFEF/CREFs é gerido de forma amadorística. A falta de profissionalismo, além de desidratar a representação máxima da Educação Física, como proteção ética dos professores de EF, alimenta uma estrutura que não, por pouca vezes, descamba para denúncias de nepotismo e até a transformação do que deveria ser um Conselho em feudos cartoriais de dirigentes.

As denúncias do Rio Grande do Sul, do Ceará que se somam às do Paraná que também está na justiça comum, e envolve escândalos financeiros, ignorados pelo Conselho Federal, reforçam a postura presidencial de comando autoritário, ditatorial, centralizador e principalmente omisso. A indiferença desses dirigentes quando ignoram, e só Deus sabe os motivos que os levam a ignorar, dezenas de denúncias envolvendo conselheiros federais nas presidências de CREFs, faz com que milhares de denúncias fiquem engavetadas, por anos sem serem analisadas, e ninguém cobra nada!!!

É como se existisse um pacto de silêncio feito entre os conselheiros que deveriam ser os guardiões da nossa profissão. ...Hum! isso nos leva à conclusão que temos uma igrejinha que não tem interesse em julgar seus pares e se não punem e investigam as diversas improbidades administrativas no sistema, concluo que seja porque também há nepotismo e postura semelhante na gestão do CONFEF e de outros CREFs...Se não tem por quê se calam com tantas irregularidades????

Só as denúncias dos CREFs Rio Grande do Sul e Paraná, já seriam suficientes para exigirmos mudanças na gestão do Sistema e imediata mudança de postura com transparência, maior participação, alternância de poder, ou seja, está na hora de acabar com esse modelo fascista característico do sistema CONFEF/CREFs.

 

 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

CONFEF, “coação legal “ nas faculdades de Educação Física ?

As constantes intervenções do CONFEF nas faculdades de Educação Física,  além de ilegal é amoral. Ilegal porque a Lei 9696 de 1998 é bem objetiva , limitando a intervenção do Sistema ao mercado de trabalho. Amoral porque nada fez, nada faz e continuará não fazendo nada, para os Profs. De Educação Física, por falta de competência ou falta de interesse mesmo, aí busca publicidade eleitoral fazendo observações via internet das propostas curriculares das faculdades, sem sequer conhecer a realidade regional do avaliado.

Resolveram por pura vaidade, intervir na formação, e por mais absurdo que possa parecer, avalizando a resolução do MEC na divisão da nossa graduação em Licenciatura e Bacharelado...Os CREFS que criticam esse grupo dominante, que está no poder há 14 anos, têm sofrido mais com avaliações no mínimo grotescas da grade curricular das IES...

Vejo com otimismo, a reação da Universidade Federal de Alagoas, antes o movimento que condena essa atitude do CONFEF, estava restrito ao Rio de Janeiro. Aos poucos todas as IES, vão se conscientizar e exigir que o Conselho Federal, que deveria estar na luta pela valorização da nossa profissão, volte seus esforços e sua receita para o mercado de trabalho, afinal foi criado para isso pelo Congresso nacional......Segue abaixo o ofício do coordenador da UFAL, e em anexo os pareceres do Ministério Público Federal.

“Prezados Coordenadores de Curso de Educação Física de Maceió e demais colegas.
 

            Já há algum tempo tenho recebido informações sobre o fato do Sistema CONFEF/CREF (SCC) estar solicitando, através de ofício, aos coordenadores dos Cursos de Educação Física de Instituições de Ensino Superior (IES) de todo o Brasil (principalmente as privadas), informações sobre os alunos (formados e formandos) dos cursos de Educação Física: Licenciatura e Bacharelado.
 

            A estranha desculpa para o pedido - visto que o fato caracteriza caso de polícia - baseia-se na informação do SCC ter identificado um crescente número de diplomas falsificados. Infelizmente, segundo meus contatos, o pedido tem sido atendido por várias IES do Brasil, à revelia do conhecimento do alunado.
 

            Da mesma forma que outros atos arbitrários do SCC, também esta situação me incomodou. Portanto, como coordenador do Curso de Educação Física/Bacharelado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e tendo recebido o ofício do SCC (certamente igual ao que todos os outros coordenadores receberam) solicitando as informações, fiquei indignado e pedi parecer da Procuradoria Federal de minha Universidade.
            Como era de se esperar, o parecer me foi favorável, ou seja, indicou a impertinência do pedido, bem como a possível ilegalidade do fato de um coordenador - ou qualquer outro servidor da Universidade - passar informações pessoais, sem a consulta e aprovação do interessado. Sendo assim, ciente da existência de pareceres sobre a mesma temática (embora de outros Conselhos Profissionais) sugerindo que o fato possa ser interpretado como “coação legal”, envio-lhes estas informações.
Sem mais e esperando ter sido útil, subscrevo-me. “
 
Prof. Dr. Amandio Aristides Rihan Geraldes
Curso de Educação Física/Bacharelado (EDFB-UFAL)

Laboratório de Aptidão Física, Desempenho e Saúde (LAFIDES-UFAL)
Programa de Mestrado em Nutrição (PPGFANUT-UFAL)